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Convivendo com Alzheimer
Por Francine Prass Hatem. Visualizada 9419 vezes.

NUTRIÇÃO PARA O IDOSO COM DEMÊNCIA

A boa alimentação é uma preocupação também constante para a terceira idade, pois por uma série de fatores, que enumeramos a seguir, podem causar deficiências importantes para o organismo já envelhecido. São eles:

· problemas odontológicos: falta dos dentes, próteses velhas e mal-ajustadas, e doença da cavidade oral e das gengivas;

· problemas de deglutição: ou seja, para engolir, com dificuldade para engolir alimentos mais sólidos, devido à patologias da garganta e do esôfago;

· perda ou diminuição do paladar e do olfato (cheiro);

· problemas psico-geriátricos: principalmente, a depressão, a tristeza, o desânimo, a apatia e a solidão;

· uso de muitas medicações, que podem trazer muitos efeitos colaterais e perda de apetite, bem como problemas gástricos, como a azia e a gastrite;

· doenças comuns para o idoso, como os problemas cardíacos, os pulmonares, os gástricos, os neurológicos, que trazem também a perda do apetite como conseqüência;

· poder aquisitivo baixo, diga-se aposentadoria, onde há poucos recursos financeiros para propiciar uma boa e variada alimentação;

· não ter quem prepare as refeições, levando o idoso à preferir alimentos de mais fácil preparo e consumo, na maioria ricos em calorias e açúcar, pobres em vitaminas e proteínas.

No idoso com demência, o ato de alimentar-se pode ser ainda mais complicado, pois pela confusão mental e pela dificuldade de realizar até as mais simples tarefas, como "fazer seu próprio prato" e levar o garfo à boca, podem gerar stress, cansaço para ele e seus cuidadores.
Acrescenta-se o fato de que com o avanço da doença, o idoso cada vez mais tem dificuldade de mastigação e de deglutição de alimentos sólidos, o que pode provocar engasgos e tosse. Assim, é importante o cuidador observar quando o idoso engasga ou tosse, ao comer, pois poderá estar iniciando um quadro de disfagia (dificuldade de engolir), mais comuns em fases mais tardias da doença de Alzheimer. Isto incorrerá na possibilidade de troca de alimentação sólida para uma alimentação mais pastosa e liqüefeita.

O controle do peso do idoso é importante e deve ser feito semanalmente. Na doença de Alzheimer e nas outras patologias que cursam com demência, em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, lenta e gradual, mesmo com a dieta correta e adequada.

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